A Voz do São Francisco

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FUNDAÇÃO EMISSORA RURAL – A VOZ DO SÃO FRANCISCO

Fundação: 28 de outubro de 1962

Bispo-fundador: Dom Antonio Campelo de Aragão, sdb

Diretor-Presidente: Dom Manoel dos Reis de Farias

Diretor- Administrativo: Padre Antonio Malan de Carvalho

Diretor-Secretário: Padre Francisco José de Lima

Gestores administrativos: Daniel Campos de Siqueira e Ruberlândia Barbosa da Cruz

HISTÓRIA

Corria 1959, um ano marcado na economia brasileira pela ousadia tupiniquim, pela opção industrial do automóvel,um país de padrões acanhados,se comparado à liderança ianque dos Estados Unidos,em tudo.

Na cultura, o Brasil amadurecera, a charge das bananas de Carmem Miranda, portuguesa mais brasileira, made in balangandã, yes, nós temos e nós somos bananas. Isso dera lugar ao protagonismo de uma vertente musical movida à bossa nova.

Nesse ano, Juscelino Kubitschek era presidente do país. Concedia licença para instalação de rádio, uma engenhoca que produzia música, teatro, informação e muitos talentos a partir do Rio de Janeiro. Rádios Nacional e Tupi ditavam o IBOPE de tudo. A TV ainda engatinhava.

Ainda em 1959, um bispo pernambucano de Garanhuns, quarto na sucessão diocesana de Petrolina, acabara de se instalar nesse “lugarejo metido”, resumido a quarteirões bem divididos em três partes: centro, atrás da banca e alto cheiroso, que contrastavam ante o oponente templo gótico: A Catedral Católica. Tempos depois, vendo tudo crescer ao seu redor, Dom Antônio Campelo de Aragão: Eloquente, um barítono, inconformado na verdade ante atraso ‘caatingueiro’ de Petrolina.

Rio e Catedral, intuição fortalecida pela passagem profética de outro Antônio: Antônio Maria Malan, primeiro bispo daquele – não muito distante – 1926. Cientista social e teológico, da “Casa de Deus”, das escolas clássicas, do Hospital Renitente “Italo-Franco”, destoando desse Antônio que não era Malan. Era ‘Aragãaaao’, ‘agrestino’ de inverno! Dom Antônio Campelo de Aragão.

Petrolina com tímida economia de uma agricultura recém-promovida a atividade urbana, mas, cidade densa, densa. Um Souza Filho já havia tratado de elevá-la a polo político, com pretensões também envaidecidas, com o barulho de “Coelhos” e “Barracões”, completada uma década. Essa correnteza fora escriturada com voto em 1948. Nilo Coelho, deputado, João Barracão, prefeito. A cidade do eleitorado meio a meio.

Juscelino, presidente, já era amigo há tempo do Antônio Campelo de Aragão, bispo de Petrolina. Uma estrada que pavimentava o desejo do religioso, crente que o evangelho poderia ser eletronicamente uma torre para acender uma gente marcada por sucessivas secas e impiedosa fome. Que rimava miséria. Que espancava um sertão analfabeto, desinformado,        isolado e refém de si mesmo.

Dom Antônio Campelo, em 1959, pleiteou uma concessão para rádio com missão rural que seria novidade. Emancipação social que turbinaria o evangelho e os efeitos colaterais da informação, da música e do entretenimento.

Juscelino, respaldado pela ousadia do bispo, via ali, alguém que comungara o espírito do cinco em cinquenta, multiplicado Brasil afora. Assinou a concessão para que petrolinenses fizessem barulho, cantassem, falassem, e, emancipados: Contestassem e debatessem.

O sonho para a Emissora Rural ainda esperaria eternos três anos que não passavam. Se arrastavam sob a histriônica vassoura do novo mandatário do país, presidente Jânio Quadros: A caneta para fazer funcionar transmissores.

O ano era 1962. Jânio Quadros rendera-se ao discurso franciscano de Dom Antônio Campelo. Mandara seus comissários, tocarem junto ao bispo sertanejo o trâmite burocrático que ainda levaria uma meia primavera para ter voz própria, estridência primeira na silenciosa  rua Pacifico da Luz: Um puxadinho atrás do palácio episcopal, batendo o coração num dia calorento de 28 de outubro de 1962.

Fábrica de carros, bossa-nova, bicampeão de futebol do mundo. O Brasil já havia colocado a cara no mundo. A Emissora Rural, acabara ali, de colocar o sotaque de Petrolina pro país inteiro. Era a grife do São Francisco, na verdade: A Voz do São Francisco.

Ainda não havia para Petrolina, nem uva, nem manga. Havia rádio. Havia Emissora Rural por que havia Dom Antônio Campelo de Aragão, precursor mais saliente da comunicação dessa cidade com seus novos comunicadores, tecnologias, digitalizados meios de falar.

Texto de Marcelo Damasceno

 PROGRAMAÇÃO SEMANAL DA GRADE DA EMISSORA:
  • SEGUNDA A SEXTA-FEIRA
PROGRAMA HORÁRIO LOCUTOR (A)
ACORDA SERTÃO

O melhor da música nordestina, notícias, informações técnicas para o agricultor, oração, participação do ouvinte por telefone, mensagens de aniversário dos sócios e ouvintes.

 

 

 

05h00 / 06h25

 

 

Gabriel Menezes

SANTA MISSA 06h30 / 07h00 Catedral
 

FOGÃO DE LENHA

O melhor da música nordestina, participação do ouvinte por telefone e muito mais.

 

 

 

07h00 / 08h00

 

 

Lucimar Freitas

TERÇO DA CIDADE 08h00 / 08h30 Estúdio
 

CANAL ABERTO

Denuncias críticas, entrevista com a participação do ouvinte. A unidade móvel enfocando tudo que acontece na cidade e a equipe de jornalismo.

 

 

 

08h30 / 11h00

 

Cláudio Farias

Programa com disponibilidade de entrada no ar ao vivo!

MUSICAL 11h00 / 11h30  
ANUNCIAMOS JESUS – 3ª a 6ª feira 11h30 / 12h00 Dom Manoel
LITURGIA – 2ª feira

CANTAR A LITURGIA – 3ª a 6ª feira

11h30 / 12h30

12h00 / 12h30

 

Pe. Antonio Malan

NOTICIÁRIO DO VEIO

A notícia dada de um jeito reverente, descontraída, informações atualizadas, música de qualidade e participação do ouvinte por telefone.

 

 

12h30 / 13h30

 

Veio da Carranca

CLUBE DOS OUVINTES

A palavra amiga no seu rádio, um programa onde os sócios estão em evidência, sua participação ao vivo por telefone ou. Músicas variadas, informações, dicas e muita animação. A Consagração a Nossa Senhora.

 

 

 

 

13h30 / 17h00

 

 

 

Renata Mota

NO TERREIRO DA FAZENDA

Um programa que valoriza as raízes do povo nordestino, o tradicional FORRÓ PÉ DE SERRA, participação do ouvinte ao vivo e pelo telefone.

.

 

 

17h00 / 18h00

 

 

Joãozinho Maravilha

COM O TERÇO NA MÃO 18h00 / 19h00 Irmã Conceição
A VOZ DO BRASIL 19h00 / 20h00  

 

 

  • SÁBADO
Nome Horário Locutor (a)
A Santa Missa e Oficio 06h00 – 07h00 Catedral de Petrolina
Programa Forro Nordestino 07h00 – 09h00 Edson Santos
Programa Feira de Música com temperos de Prosa 09h00 – 10h00 Pedro Pernambuco

Realização: Colégio Dom Bosco

A Voz do Servidor 10h00 – 11h00 Equipe Sindsemp
Catequese a Caminho 11h00 – 12h00 Pe. Malan e Wilson Alencar
Vicentinos em Marcha 12h00 – 13h00 Vicente e Socorro
Incendeia Minha Alma 13h00 – 14h00 Hugo e Equipe da RCC
A Voz do Trabalhador 14h00 – 15h00 Rita e Equipe
Luz Divina 15h00 – 16h00 Glória Fashion
Programa Ao som dos Festivais 16h00 – 17h00 Eugênio Cruz
Na Rota da Jovem Guarda 17h00 – 18h00 Joãozinho Maravilha
Com o Terço na Mão 18h00 – 19h00 Equipe do Terço

 

  • DOMINGO
Nome Horário Locutor (a)
Hoje é Domingo Dia do Senhor 06h00 – 07h00 Dom Paulo Cardoso
Viva Bem no Sertão 07h00 – 08h00 IRPAA
 A Igreja é notícia 08h00 – 08h30 Equipe PASCOM
Hoje é Domingo Dia do Senhor-Intenções 08h30 – 09h00 Equipe do Clube
A Santa Missa Dominical 09h00 ás 10h00 Catedral de Petrolina
Clube do Rei 10h00 – 12h00 Manoel Rodrigues
Alerta Geral 12h00 – 13h00 Waldiney Passos
O Domingo na Roça 13h00 – 15h00 Joãozinho Maravilha
Eufonia 15h00 ás 15h30 Equipe Uneb
Musical 15h00 – 19h00 Estúdio
 

Missa das Comunidades

 

19h00 – 21h00

2º Domingo = Dormentes

4º Domingo = Rajada

 

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