O Tempo Comum celebra o mistério de Jesus Cristo em sua globalidade e de forma integral

Desde o fim do Tempo Pascal, dia 5 de junho, até o 1º domingo do Advento, dia 3 de dezembro, e batismo de Cristo, a Igreja vive um período, considerado no Calendário Litúrgico, como “Tempo Comum”. Frei Faustino Paulo, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, lembra que neste tempo, composto por 33 ou 34 semanas, a Igreja não celebra um aspecto especial do mistério de Jesus Cristo, como nos ciclos da Páscoa e do Natal.

O assessor explica que a tônica do Tempo Comum é revelada pela leitura contínua do Evangelho. “Cada texto do Evangelho proclamado na liturgia dominical nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito do final dos tempos”, disse.

O Tempo Comum ao contrário do que muitos pensam não é um tempo vazio de sentido. Segundo dom Orani Tempesta, cardeal de São Sebastião do Rio de Janeiro: “O Tempo Comum nos convida a entrar no mistério das grandes pequenas coisas”. O cardeal lembra que é fácil deixar-se inebriar pelas grandes festas que costumam deixar uma gota de amargor. O difícil, para ele, é fazer com que as pequenas coisas e acontecimentos se tornem eloquentes.

AnoLiturgico

No tempo comum a Igreja comemora as festas da Senhor, da virgem Maria e dos santos e santas. O domingo é tido, liturgicamente, como o principal dia de festa. Há ocasiões em que as festas que ocorrem durante a semana, são transferidas para o domingo. Por exemplo, as festas dos santos padroeiros.

Frei Faustino ressalta que o verde é a cor que caracteriza o Tempo Comum. “A cor está associada à esperança e simboliza o desenvolvimento normal da vida litúrgica que floresce de modo especial nos tempos fortes da Páscoa e do Natal e que produz o seus frutos na vivência do mistério de Cristo, ao longo dos domingos do Tempo Comum”, afirmou.

Fonte CNBB

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